O poder de venda das vitrines
Por Calné de Oliveira • 25/05/2009

“Criar uma ilusão, convencer pelo olhar, abrir uma imagem, alargando-a para fora, brincar com cores, luzes e sombras, isso é a vitrina, que envolve num primeiro momento o produto e, a seguir acaricia o universo do olhar.” (Sylvia Demetresco)

A valorização das vitrines ultrapassou os limites do convencional. Tornou-se um fator importante nas estratégias de marketing.

Aliados da imaginação, criatividade e de certa dose de ousadia, os vitrinistas estão criando diversas variações de cenários, efeitos visuais deslumbrantes, iluminação impecável e verdadeiras “instalações”, através de contextos que aproximam o consumidor da marca ou produto.

A vitrine nasce da necessidade humana em se fazer atrair, ou seja, da comunicação visual entre vendedor e comprador em potencial. Ela tem um papel determinante nas vendas de uma loja ou de uma marca, seu poder de sedução é definitivamente inquestionável. Num ponto de venda é essencial criar estímulos aos potenciais clientes. Daí, que a atmosfera geral deva ser aproveitada como meio de chamar a atenção.

Se considerarmos que 83% das vendas são decididas no ponto de venda (fonte: Popai Brasil), veremos o quanto as vitrines são ferramentas de alto poder no ponto de venda.

Pesquisa divulgada no site Vitrina e Cia (www.vitrinaecia.com.br) revela o percentual de vendas pela ação através das vitrines, por setor, através do seguinte quadro:



Como já foi dito, o objetivo de uma vitrina é atrair o cliente para o interior da loja como se esta fosse um cartão de visitas. Por isso, planejamento cuidadoso e sedutor é imprescindível para que se atinja a meta de venda.

“Muitas vezes não se vende. O cliente é que compra”, diz o arquiteto André Monteiro, da AM Arquitetura. Esse talvez seja, ainda hoje, um dos principais erros no ponto de venda. Como conseqüência desse fato, vemos em alguns estabelecimentos comerciais da cidade o descuido com as vitrines, iluminação deficiente, cores desajustadas, layout inadequado, dentre outros erros.

Apesar do descaso de alguns empresários, nota-se já, sobretudo entre os mais novos, uma nova imagem do comércio, fruto da aposta no profissionalismo e na adoção de tecnologias que potencializam os resultados positivos, e que têm estado ausentes do comércio em geral, basicamente dos pequenos pontos de venda.

Artigo publicado no Jornal Primeira Página.
Abril de 2009.




Campanha de Ponto-de-Venda Adidas José+10 Copa 2006. Vitrine temáticas com vídeos da campanha de TV. Primeira vitrine do Brasil com comercial de TV.


O Cliente: seu principal concorrente
Por Calné Oliveira • 18/05/2009



Pensar que o seu concorrente é somente o estabelecimento do outro lado da rua ou cidade é um grande engano. Seu principal concorrente é, literalmente, qualquer um com quem o cliente trave contato e tente comparar com a sua empresa. Com isso, quero dizer que o seu concorrente pode estar dentro do seu próprio estabelecimento.

Atendimento corresponde ao ato de cuidar, de prestar atenção às pessoas que recebemos ou mantemos contato. Requer, de quem pratica, muita responsabilidade e um estado de espírito baseado na competência. Com isso, cuidar e motivar os seus funcionários e vendedores para que eles agreguem mais valor ao seu produto ou serviço no atendimento aos clientes pode ser a melhor estratégia para ganhar concorrência no mercado.

A imagem de uma empresa está diretamente ligada ao atendimento e é nesse momento que o público terá uma boa ou má impressão da instituição. A recepção é o seu cartão de visitas. A tecnologia, o design da loja, os preços e produtos agregam e facilitam, sem dúvida, mas não substituem a necessidade fundamental do ser humano de se sentir prestigiado. Apenas facilitar a vida do cliente não gera fidelidade. A fidelidade está diretamente ligada à segurança, a confiança, ao sentir-se especial. Tudo isso são adquiridos através do relacionamento emocional, pessoas lidando com pessoas, otimizando tempo e esforços em trocas de necessidade e valores.

A Disneylândia, a maior empresa de entretenimento do mundo, atrai pessoas de todas as partes e idades, e é considerada há muito tempo o maior exemplo de organização que vive a excelência no atendimento por encantar verdadeiramente os seus clientes.

O mais interessante é que, para gerar encantamento, a Disney trabalha com ações simples e que exigem muito mais atitude e criatividade do que dinheiro. Ela prova, através de suas lições de sucesso, que o encantamento tem muito mais a ver com o tratamento oferecido ao cliente do que com o investimento financeiro aplicado.

Artigo publicado no Jornal Primeira Página, São Carlo, SP.
Abril de 2009.


10 dicas sobre criatividade
11/05/2009



Encontrei este post do LULI RADFAHRER com algumas dicas sobre criatividade. Segundo ele para se ter idéias novas é preciso motivação, encantamento, relaxamento e, acima de tudo, uma baita duma coragem.

Informe-se. A inspiração não surge do nada. Pessoas criativas normalmente conhecem a fundo os temas sobre quais opinam.

Desfoque. A pressão para pensar em um único tema é uma inibição latente. Por mais que falem maravilhas de se permanecer “concentrado”, é sempre bom ter em mente que esse processo restringe e limita idéias novas.

Busque experiências diferentes. Entre em contato com manifestações artísticas ou atividades físicas inéditas. Novos esportes, radicais ou não, tipos de dança ou coreografias como Capoeira, livros de autores desconhecidos ou inéditos para você (Dostoiévski, por exemplo). O mesmo vale para gêneros musicais e artísticos em geral. Tire um tempo para si. Procure reservar de 15 minutos a meia hora por sessão, pelo menos umas três vezes por semana, para escrever, desenhar, tocar algum instrumento ou mesmo cochilar, sem ser interrompido.

Redefina visuais. Desenhe um mesmo objeto de vinte ou mais formas diferentes. Se não souber desenhar ou estiver com preguiça, procure fotografar um mesmo objeto de 50 formas diferentes.

Fotografe sua rua. Aproveite que câmaras digitais tornam a fotografia uma experiência barata e condicione seu olhar. Sem sair de casa ou de sua rua, fotografe texturas, folhas, cores, formas. Se aproxime de objetos cotidianos como tampas de bueiros e os explore visualmente.

Exagere. Amplifique detalhes de sua experiência ou de sua relação com o mundo. Veja seu cotidiano pela ótica de uma criança de seis anos ou menos. Transporte-se para um olhar diferente do seu.

Interrompa seu dia. Pare por alguns instantes e faça algo que demande atenção, de preferência física. Regue plantas, por exemplo. Isso ajuda a desfocar e quebra a concentração. Vá tomar um café, converse com alguém alheio ao problema (mas não se prenda ao assunto que está trabalhando).

Copie. Por mais que pareça feio, essa atividade não tem nada a ver com plágio, muito pelo contrário. Ao copiar uma obra pronta sem saber qual foram as etapas seguidas para sua realização, você é obrigado a refazer o caminho passo a passo. Nesse processo, muitos desvios aparecem, sugerindo soluções mais adequadas. Para tornar o tópico mais divertido, copie coisas que não têm nada a ver com seu trabalho: esculturas, peças de teatro, prédios etc.

Mova do literal para o pictórico. Desenhe, diagrame ou busque fotografias que ilustrem sensações ou situações cotidianas. O barulho de um mosquito, o cheiro de pipoca etc.

Mesmo que essas dicas todas não te ajudem, certamente não farão mal. Tenha em mente que aquele tipo focado e concentrado, o tipo que nunca se desvia do assunto, pode até ser bom profissional, mas é chatérrimo.


O Ócio é Criativo
Por Calné Oliveira • 04/05/2009



No que diz respeito às organizações empresariais em particular, reforça-se a necessidade urgente de que cada ser humano assuma o seu papel como agente transformador do ambiente em que vive. Nesses momentos de competitividade, profissionais condicionados a usar somente a inteligência racional para a resolução de suas tarefas e submetidos à pressão constante para cumprir prazos, não podem ignorar instrumentos que o auxiliem a permanecer em equilíbrio e não sucumbir ao stress.

Ócio Criativo - É quando nós trabalhamos, aprendemos e nos divertimos, tudo ao mesmo tempo. Essa situação se tornará cada vez mais difundida no futuro, acredita Domenico de Masi.

E para preencher esta necessidade, associada à inteligência racional, surge a inteligência emocional.

Atualmente, devido á complexidade do mercado, e a dificuldade interna de perceber o mundo de uma forma mais ampla, as organizações já não conseguem a produtividade esperada. Necessitam de especialistas em várias áreas, com conhecimento de uma cadeia de processos mais globalizada. Com isso, as empresas passam a se dar conta do seu maior patrimônio: seus empregados.

Além de se estudar e compreender a técnica e os processos de negócios, aumenta a percepção de que é necessário começar a aprender a lidar com pessoas, aproveitar os potenciais humanos, incentivar a espontaneidade, a criatividade, criando um clima que favoreça a intuição, propicie o crescimento individual e o autodesenvolvimento.

Um amplo espaço nas empresas começa a ser ocupado para que sejam discutidos os mais variados temas relativos ao desenvolvimento humano. Isso inclui a criatividade.

O individuo começa a compreender que seu crescimento só depende dele e de mais ninguém e que o processo de globalização não deve ser entendido como modismo, mas sim oportunidade de evolução, com o homem no centro do processo de mudanças.

O processo de evolução no século XX, por exemplo, foi prodigiosamente criativo, como por exemplo:
  • Albert Einstein firma as bases da relatividade e da mecânica quântica (1905);
  • Foi injetada pela primeira vez a penicilina como antibiótico (1941);
  • Christian Bernard realizou o primeiro transplante de coração (1967);
  • Nasceu o primeiro bebê de proveta (1979);
  • A IBM produziu o primeiro microcomputador (1981);
  • Completou-se o mapa do DNA (2000).
Cada uma dessas descobertas trouxe e trarão grandes impactos para as gerações futuras. Grandes revoluções aconteceram: novas tecnologias, qualidade nos serviços, melhoria na qualidade de vida, inovações, novos modelos de gestão, novos produtos, mais informação disponível etc.

O individuo hoje já possui a consciência da necessidade de criar e viver a sua própria trajetória, e percorrê-la vai depender do grau de conhecimento e de sua determinação. E o ser humano mudando, muda também sua forma de atuar na organização. Esta mudança de percepção fez com que novos conceitos fossem introduzidos na administração de empresas.


Fique Sabendo é um blog de conteúdo analítico e textos que trazem informações úteis a quem trabalha com design gráfico, projetos interativos, novas mídias, marketing, publicidade e várias outras áreas do conhecimento.

Os artigos são escritos por Calné de Oliveira, designer gráfico e gestor em marketing (www.calne.com.br).


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