Há alguns anos, eu desejava agregar mais valor ao meu currículo como designer gráfico. Pensei em fazer um MBA ou pós-graduação na minha própria área, comunicação visual, ou estudar webdesign. Na dúvida, fui consultar um ex-professor e amigo. Resolvi, então, optar pelo marketing. Não me arrependi. Quando olho para a minha empresa hoje, a Arte Múltipla, especializada em design e marketing, ou quando leio artigos como o que transcrevo abaixo, tenho mais convicção de que fiz a escolha certa, e no momento certo. Na época que ingressei no curto de marketing na universidade, eu já almejava conhecer a fronteira além da minha “prancheta” de desenho, chamada consumidor, mas não tinha idéia, ainda, que design e marketing podiam ser aliados e não inimigos, como descreve de forma objetiva Thiago Valenti, que é graduado em Design Gráfico (Univali - SC). Neste artigo, Thiago destaca a importância da parceria entre o departamento de marketing e o departamento de artes, e que ambos devem compartilhar conhecimento dentro da empresa. Segue alguns trechos do artigo: “DESIGN E MARKETING SÃO ALIADOS, NÃO INIMIGOS” (www.webinsider.com.br) A marca da empresa é um bem único e deve ser tratado como investimento pela equipe de marketing, que conta com a competência de um bom designer que participe dos processos de decisão e compartilha resultados. O marketing atual não se contém mais nos 4 Ps (produto, preço, praça e promoção), pois ele se tornou algo intangível, complexo de se mensurar. Está dificil agradar consumidores cada vez mais ativos e vorazes por produtos que possuam uma “identidade” e que os complete. O designer (especialmente o gráfico) tomou conhecimentos do marketing, não com pretensão de usurpar o mercado da categoria, mas porque constatou que, em muitos conceitos do marketing, reside a nova função do designer: a de criar pensando no consumidor. (...) É fato que o profissional de marketing sabe analisar o mercado, sabe obter dados como ninguém, mas o problema reside exatamente neste ponto. Ele possui os dados, elabora as estratégias de marketing, mas não passa essas informações para o designer. Estratégias de marketing que envolvem a identidade da empresa como um todo, devem - ou deveriam - envolver também o designer, pois este está ciente dos conceitos da empresa, do valor que a marca possui ou quer atingir, e apenas o designer - friso isso - possui conhecimentos estético-funcionais para opinar sobre o que pode ser feito ou não. Ou, no mínimo, deveria ter. Não é pretensão do designer querer compartilhar esses conhecimentos, é preocupação com uma série de valores que ele utilizou na hora de desenvolver o seu trabalho. Isso porque o design não se situa abaixo do marketing, fica ao lado, trabalha junto, com o mesmo objetivo, partilhando prós e contras de suas ações. De nada adianta contratar um designer para fazer apenas a “logomarca” da empresa, vendo que uma marca criada pra hoje é custo e não trará retorno. Ao contrário de uma marca projetada para o amanhã, que se torna investimento e trará retorno. Além destes pontos de vista, todos os valores da marca são transmitidos diariamente através de sua identidade, embalagens e do próprio PDV - incluo como PDV a internet também, mas de uma maneira distinta. (...) Em meio a tudo isso, vê-se o designer tentando administrar marcas como se cria um filho. Por isso ele estuda marketing, por isso faz MBA em branding, por isso as empresas estão começando a valorizá-lo. Encontre um designer que pense na sua empresa no futuro, que crie uma identidade e acompanhe seu crescimento de perto, e verás porque o design é o grande investimento das empresas mais inovadoras do mundo. São corporações que acreditaram e deram espaço ao designer. Relacionado: Assista ao vídeo Veja outros artigos» |
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