"A percepção realiza ao nível sensório o que no domínio do raciocínio se conhece como entendimento. Ver é compreender." Rudolf Arnheim - Semiólogo











O Design como estratégia de venda para o varejo
08 de agosto de 2011
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Não existe uma segunda 1ª impressão. É no primeiro contato que se baseia grande parte do nosso julgamento de valor. O contato, inicia-se, geralmente, por meio de uma confrontação com a imagem, quando a solução visual traduz a mensagem a ser identificada e compreendida. A forma precede o conteúdo. Mesmo quando os dois ocorrem aparentemente ao mesmo tempo, a mensagem visual antecede à experimentação.

O design é a primeira associação tangível do posicionamento de um produto por estar presente, seja em sua forma, embalagem, grafismo ou logotipo. Não é por acaso que a solução de design, frequentemente associada a estilo, soludez, modernidade, status, bom gosto e qualidade, vem sendo acentuadamente explorada como um estímulo ao desejo de compra. Por ser a parte visível da percepção do produto, o design tem enorme participação na eficácia da comunicação entre as partes.

Aspectos estéticos-visuais quando bem formulados geram percepções positivas, atraindo a atenção e o desejo, beneficiando a satisfação e a fidelidade do consumidor.

Com base nestas verdades, Francesco Zurlo, diretor do Centro Politecnico di Milano, enfatizou em uma palestra recente no Paraná, que são as estratégias de design no ponto de venda que garantem o sucesso no varejo.

"Para garantir o sucesso no varejo é preciso pensar no produto e em suas funcionalidades, mas é fundamental também ter uma boa apresentação daquilo que se pretende vender", afirmou o especialista italiano. Explicou Zulo: "Para garantir bons negócios é preciso desenvolver um ponto de venda adequado e atrativo, utilizando estratégias de design para o varejo. Os objetivos principais são capturar a atenção do consumidor, facilitar seu acesso, cativá-lo e orientá-lo na escolha do produto".

Pensar no tempo que o consumidor ficará na loja e no espaço em que circulará é a base da estratégia do design para varejo. "O ideal é ter uma boa decoração do espaço, pensada de acordo com o público que se pretende atingir, e profissionais qualificados para o atendimento. Além, é claro, de otimizar o tempo do cliente na loja", orientou ainda.

Em relação ao profissional que vai cuidar do design do varejo não basta ser apenas um designer de interior, ele precisa saber organizar a informação e trabalhar todas as formas de comunicação do produto e do espaço. "O ponto de venda tem que ser muito bem estruturado. Desde o visual até o atendimento, para que o comprador se aproxime do produto", finalizou Zurlo.

Extraído: Portal SENAI e do livro Ver é Compreender.










Design e Marketing: aliados para sempre
04 de agosto de 2011
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Há alguns anos, eu desejava agregar mais valor ao meu currículo como designer gráfico. Pensei em fazer um MBA ou pós-graduação na minha própria área, comunicação visual, ou estudar webdesign. Na dúvida, fui consultar um ex-professor e amigo. Resolvi, então, optar pelo marketing. Não me arrependi.

Quando olho para a minha empresa hoje, a Arte Múltipla, especializada em design e marketing, ou quando leio artigos como o que transcrevo abaixo, tenho mais convicção de que fiz a escolha certa, e no momento certo.

Na época que ingressei no curto de marketing na universidade, eu já almejava conhecer a fronteira além da minha “prancheta” de desenho, chamada consumidor, mas não tinha idéia, ainda, que design e marketing podiam ser aliados e não inimigos, como descreve de forma objetiva Thiago Valenti, que é graduado em Design Gráfico (Univali - SC).

Neste artigo, Thiago destaca a importância da parceria entre o departamento de marketing e o departamento de artes, e que ambos devem compartilhar conhecimento dentro da empresa.

Segue alguns trechos do artigo:

“DESIGN E MARKETING SÃO ALIADOS, NÃO INIMIGOS” (www.webinsider.com.br)

A marca da empresa é um bem único e deve ser tratado como investimento pela equipe de marketing, que conta com a competência de um bom designer que participe dos processos de decisão e compartilha resultados.

O marketing atual não se contém mais nos 4 Ps (produto, preço, praça e promoção), pois ele se tornou algo intangível, complexo de se mensurar. Está dificil agradar consumidores cada vez mais ativos e vorazes por produtos que possuam uma “identidade” e que os complete.

O designer (especialmente o gráfico) tomou conhecimentos do marketing, não com pretensão de usurpar o mercado da categoria, mas porque constatou que, em muitos conceitos do marketing, reside a nova função do designer: a de criar pensando no consumidor.

(...)

É fato que o profissional de marketing sabe analisar o mercado, sabe obter dados como ninguém, mas o problema reside exatamente neste ponto. Ele possui os dados, elabora as estratégias de marketing, mas não passa essas informações para o designer.

Estratégias de marketing que envolvem a identidade da empresa como um todo, devem - ou deveriam - envolver também o designer, pois este está ciente dos conceitos da empresa, do valor que a marca possui ou quer atingir, e apenas o designer - friso isso - possui conhecimentos estético-funcionais para opinar sobre o que pode ser feito ou não. Ou, no mínimo, deveria ter.

Não é pretensão do designer querer compartilhar esses conhecimentos, é preocupação com uma série de valores que ele utilizou na hora de desenvolver o seu trabalho. Isso porque o design não se situa abaixo do marketing, fica ao lado, trabalha junto, com o mesmo objetivo, partilhando prós e contras de suas ações.

De nada adianta contratar um designer para fazer apenas a “logomarca” da empresa, vendo que uma marca criada pra hoje é custo e não trará retorno. Ao contrário de uma marca projetada para o amanhã, que se torna investimento e trará retorno.

Além destes pontos de vista, todos os valores da marca são transmitidos diariamente através de sua identidade, embalagens e do próprio PDV - incluo como PDV a internet também, mas de uma maneira distinta.

(...)

Em meio a tudo isso, vê-se o designer tentando administrar marcas como se cria um filho. Por isso ele estuda marketing, por isso faz MBA em branding, por isso as empresas estão começando a valorizá-lo.

Encontre um designer que pense na sua empresa no futuro, que crie uma identidade e acompanhe seu crescimento de perto, e verás porque o design é o grande investimento das empresas mais inovadoras do mundo. São corporações que acreditaram e deram espaço ao designer.

Relacionado: Assista ao vídeo













Por que uma empresa não pode ficar de fora da Internet?
04 de agosto de 2011
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A Internet surgiu sem grandes pretensões, voltada para interesses bem específicos: ensino e pesquisa. Hoje, na entrada do novo milênio, nos deparamos com uma rede que conecta computadores no mundo todo, usada para os mais diversos fins e por uma comunidade de usuários cada vez mais exigentes e ávidos por novos produtos e serviços.

Caberá a cada empresa, interpretar e buscar posições competitivas e reinventar negócios que permitam a busca desse consumidor. E à medida que os publicitários foram percebendo isso, se viram forçados a apresentar novas idéias, utilizando mecanismos tecnológicos capazes de atender as expectativas desses consumidores. A mais simples delas se tornou hoje a mais popular: o website.

A empresa que hoje possui uma página na Internet é vista como uma empresa dinâmica, empreendedora, arrojada, estruturada, transparente e interessada em atender bem os seus clientes. Do contrário, a sua credibilidade e potencialidade é colocada em dúvida. Ou seja, para alguns, não ter um site é sinal de que a empresa não é muito boa.

É importante contratar um profissional da área, e não o filho do vizinho que fez um site “bonitinho” para o negócio do pai. Cuidado! Como diz o dito popular: o barato (ou de graça) pode custar caro. Um profissional saberá utilizar melhor as ferramentas visuais e de marketing para que o consumidor tenha uma visão bem clara do seu produto ou serviço. Uma apresentação ruim da empresa diante de centenas de visitantes poderá ser prejudicial para a imagem da empresa.



Claro que um site “bonitinho” não vende sozinho. Devemos aliar todos esses recursos visuais à ferramentas estratégicas de marketing para divulgação e gestão, como otimização do conteúdo, cadastros em buscadores de conteúdo, campanhas de banners e e-mail marketing, para citar apenas alguns exemplos.










Seu site tem credibilidade?
04 de agosto de 2011
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O projeto visual é o primeiro teste de credibilidade de um site.

Uma pesquisa realizada em 2002 pelo Laboratório de Tecnologia Persuasiva da Universidade de Stanford, publicada pelo Consumer Reports Webwatch revela que a boa ou má impressão causada por design e arquitetura da informação nos sites visitados é determinante para a avaliação de seu conteúdo. A conclusão é antiga, porém ainda válida.

Essa pesquisa foi divulgada em um site sobre marketing e negócios pelo jornalista especializado em comunicação empresarial Renato Mendes. Ele determina que “o projeto visual é o primeiro teste de credibilidade de um site. Se falhar nesse critério, os usuários tenderão a abandonar o site e buscar outras fontes de informação e serviço”, destaca.

O estudo considerou 10 categorias diferentes e foi realizado com 2.684 participantes, sendo 50,1% mulheres e 49,9% homens, com idade média de 40 anos e com um uso da internet de aproximadamente 19 horas semanais.

Para 46,1% dos participantes da pesquisa, foi constatado que os usuários confiam plenamente no design para determinar sua credibilidade. Na avaliação foram considerados fatores como a disposição do conteúdo e imagens, esquema de cores, tipografia e outras formas de composição de layout.

Segundo os especialistas, para transmitir credibilidade, além de um conteúdo de qualidade, os designers devem ter uma noção bem clara sobre o impacto visual que o projeto terá. Nos sites em que o design foi essencial para determinar sua credibilidade muitos dos entrevistados utilizaram o termo “profissional” para defini–los. Depois do design, o segundo critério mais apontado pelos usuários foi a arquitetura da informação, sendo mencionada por 28,5% dos participantes. As expressões “ruim” e “fácil” foram as mais sugeridas para definir a navegação dos sites testados, sendo que aqueles que apresentaram uma “fácil navegação” eram vistos como sendo os de maior credibilidade, comprovando o impacto da arquitetura da informação na avaliação.

É certo afirmar que nenhum site sobrevive sem um conteúdo atrativo, mas é interessante notar que somando–se os dados, percebemos que o design e a arquitetura da informação são responsáveis por 75% do que os usuários consideram ser um site com “credibilidade”.

Isso demonstra que a forma como uma empresa se relaciona e se comunica, assim como apresenta seus produtos e diferenciais, são decisivos para que um projeto dê certo. O design não é mais uma coisa pessoal, mas sim coletiva. Todos querem ver páginas bonitas e inovadoras, do mesmo modo que é fundamental planejar a arquitetura da informação. Se você não for inteligente no momento de dispor as informações de seu site o internauta vai perceber isso e não voltará mais. No próximo artigo, darei algumas noções de design que melhorarão a “cara” do seu site. Até lá.

Sobre esse assunto, veja também: Tendências de Design 2008 (em inglês) Quais são as novidades na enorme lista de sites artísticos? Grafites, notas manuscritas, efeitos de aquarela, arte com colagens, fontes manuscritas, grafismos grunge (desalinhados), fundo borrifado? Veja aqui uma lista de 82 sites selecionados por estilo a partir do Best Web Gallery que mostram as tendências do design atual.



A URL do site é a seguinte - http://www.webdesignerwall.com/trends/2008-design-trends/










No fim tudo dá certo
04 de agosto de 2011
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Glória Kalil escreveu certa vez que “um evento pode ser uma alegria para sempre ou um tormento inesquecível. Depende de quem o organiza”. Obter conhecimento e boas habilidades pessoais e profissionais é necessário para coordenar tudo com perfeição e gerar confiança nos anfitriões.

Um bom organizador de eventos é aquele ser mágico que chega para dar soluções. Ele vê os obstáculos como oportunidades para se superar e surpreender; nunca perde a calma, e sobre tudo, nunca desaparece nas horas de aperto.

No mesmo texto, Glória descreve o organizador de eventos como um “misto de anjo da guarda com psicanalista com comandante-em-chefe de uma operação militar”. Acrescenta ainda: “ele sabe quem convidar (e quem não convidar), consegue juntar duas ou duas mil pessoas com a mesma facilidade, sabe onde achar gelo ao amanhecer e sabe servir um café da manhã às três da tarde com a mesma fleuma. Costuma também ter aspirina, curativo e um lenço de linho limpinho no bolso para qualquer emergência”.

De acordo com Sérgio Zobaran em seu livro “Evento é Assim Mesmo!”, existem três aspectos principais que regem um evento: o conceito, os objetivos e o público. O conceito é indispensável, o princípio de tudo. Todos concordam que para realizar um bom evento deve-se ter em mente o conceito que o rege, ou seja, o que estamos fazendo e para quem. O objetivo é outro aspecto fundamental. Que mensagem queremos transmitir, ou o que queremos dividir com os convidados? Esse objetivo pode não estar claro durante o evento, mas ele sempre estará lá, mesmo que camuflado, por decisão dos idealizadores. É o objetivo que nos orienta na organização de um evento. Quanto ao público, podemos encontrar uma gama enorme de possibilidades. A um vernissage de uma exposição individual de um artista contemporâneo, ou a uma noite de autógrafos, normalmente comparecem os amigos – a menos que o artista já seja notório e conhecido; nesse caso, incluem-se a imprensa especializada e a crítica. Em se tratando do público, em alguns casos, até os “penetras” são importantes no processo, pois, no mínimo, nos sinalizam se o evento foi ou não bem divulgado.

O sucesso de um evento depende inicialmente de dois fatores: o que se faz, objetivo; e para quem, o público. Daí vem todas as outras conseqüências dessa escolha, como: cenário, fornecedores, equipe de produção, comida e bebida, dentre muitos outros detalhes.

Enfim, a idéia que temos de um organizador de eventos é que seja, no mínimo, organizado; atento ao que há de novo, ou mesmo, inovador; alguém que conheça bastantes pessoas e saiba onde encontrá-las; aquele que tem vários gostos e todos apurados.










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